terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quem é o COMEM


“Vem, vamos embora que esperar não é saber...”
Geraldo Vandré

Em meio à turbulência da greve dos discentes, docentes e funcionários da UERN, um grupo de estudantes mobiliza-se articulando um protesto em uma via pública. Aparentemente, eles seriam só mais um grupo de “jovens inconseqüentes” querendo aparecer e fazer algo diferente, mas a realidade foi outra, e misturada a sonhos e suor ganhou vida e adquiriu um potencial que sem dúvida ninguém a princípio tinha noção.
A conjuntura estadual era de efervescência, nove categorias trabalhistas faziam ;greve como protesto – estudantes, professores, técnicos administrativos, polícia civil, Detran-RN, SET, Emater, IDEMA e FJA – e em detrimento a batalha constante por condições dignas que a classe estudantil outrora imprimia na sociedade, o que víamos era inércia e consentimento com a “ordem” em vigor; ;em meio a isso, sem premeditação ou artificialismos, nascia um grupo cujo objetivo nem ele sabia claramente, mas seu nome já revelava e suas ações dispensavam apresentações e formalismos, era o COMEM - Comando de Mobilização Estudantil de Mossoró -, que vinha para resgatar a consciência política tão necessária para nossa classe. 
Fizemos inúmeros atos nas ruas, com gritos e palavras de ordem na busca por acordar a população para que se manifestasse ante o quadro absurdo em que o governo nos impõe. Ocupamos um prédio público, a 12ª Diretoria Regional de Educação Cultura e Esportes, por 27 dias, num momento histórico para a sociedade potiguar, onde várias categorias – estudantes da UERN, UFERSA, UnP, IFRN, secundaristas, professores da UERN, da rede pública estadual, técnicos administrativos da UERN - se juntaram em prol de uma causa: Chamar a atenção da população que algo estava errado e precisávamos de alguma maneira, mesmo que desesperada, nos expressar e bradar a todos que merecemos algo melhor.
Apesar das medidas repressivas do governo, continuamos nossa rotina de reuniões e planejamentos pelas bandeiras que levantamos, inclusive temos trabalhos em prol de causas não exclusivas dos estudantes, mas de toda a população de Mossoró – como, por exemplo, um transporte público de qualidade.
O que é fato em meio a toda essa conjuntura é que acordamos o movimento estudantil, um gigante adormecido pronto lutar pelo que acha justo e necessário para a construção de um Rio Grande do Norte melhor. Acreditamos que nossa empreitada só está começando. Ainda é o princípio, afinal, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

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